A presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, Agripino Magalhães Júnior, planeja denunciar a atriz Cassia Kis ao Ministério Público por declarações consideradas transfóbicas. A denúncia foi motivada por um incidente ocorrido na sexta-feira, 24 de abril, em um shopping no Rio de Janeiro, onde Cassia Kis fez comentários ofensivos contra Roberta Santana, uma mulher trans. A associação considera que as declarações da atriz configuram crime de racismo por motivação LGBTQIAPN+fóbica, conforme a Lei nº 7.716/1989.
A controvérsia começou quando Roberta Santana, que é mulher trans, auxiliar de restaurante e atriz, relatou ter sido vítima de transfobia por parte de Cassia Kis dentro de um banheiro no shopping. Segundo Roberta, Cassia Kis fez comentários ofensivos e se alterou quando questionada se estava falando com ela. A vítima afirmou que irá tomar medidas judiciais e policiais contra a atriz. A repercussão do caso gerou uma onda de revolta nas redes sociais, com muitas pessoas criticando a atitude de Cassia Kis e apoiando Roberta Santana.
A denúncia que será apresentada ao Ministério Público pode ser enquadrada como crime de racismo por motivação LGBTQIAPN+fóbica, nos termos da Lei nº 7.716/1989. O Supremo Tribunal Federal equiparou a LGBTQIAPN+fobia ao crime de racismo em 2019, considerando que ofensas à dignidade ou ao decoro praticadas com base em orientação sexual ou identidade de gênero podem ser configuradas como crime. A associação presidida por Agripino Magalhães Júnior considera que as declarações de Cassia Kis são inaceitáveis e reforçam a LGBTQIAPN+fobia.
A situação gerou grande repercussão nas redes sociais, com muitas pessoas se manifestando sobre o caso. Roberta Santana conversou com a coluna Fábia Oliveira e relatou detalhes do incidente, afirmando que estava preparada para trabalhar quando foi surpreendida pelos comentários ofensivos de Cassia Kis. A vítima e a associação buscam medidas para que a situação seja apurada e que sejam tomadas providências para evitar que casos semelhantes ocorram no futuro. Transfobia e LGBTQIAPN+fobia são termos que têm sido usados para descrever a situação, e a Lei do Racismo pode ser aplicada para punir crimes motivados por preconceito contra a comunidade LGBTQIAPN+.
