‘Ainda não vimos a última banda pop punk de estádio’, diz guitarrista do Good Charlotte

Benj Madden, guitarrista do Good Charlotte, soltou em entrevista ao site Guitar uma declaração que reverberou rapidamente na comunidade do pop‑punk: “Ainda não vimos a última banda pop‑punk de estádio”. A frase, acompanhada de comparações que colocam o Green Day em paralelo aos Rolling Stones, surgiu logo após o lançamento do álbum Motel Du Cap (2025), que marca o retorno da banda após um hiato de sete anos. A notícia ganhou destaque imediato, já que o Good Charlotte voltou a aparecer nos palcos de forma consistente, retomando sua presença em turnês e reforçando a ideia de que o gênero permanece vivo no cenário rock contemporâneo.

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O contexto artístico que cerca o retorno de Benj Madden e do Good Charlotte é complexo. Em 2025 a banda lançou Motel Du Cap, produzida em estúdio com a colaboração de produtores que já atuaram em faixas de sucesso do punk rock mainstream. A faixa-título foi lançada com a estratégia de streaming e distribuição digital, atingindo mais de 200 mil streams na primeira semana nos serviços de música online. Antes disso, o último trabalho foi Generation Rx (2018), que consolidou a posição da banda entre as mais reconhecidas do gênero. No meio desse período, Benj e Joel Madden focaram na MDDN, uma agência de talentos criada em 2015 que já representa artistas como Architects, Bad Omens e a cantora Poppy. Esse papel “do outro lado da indústria” teria fornecido ao Good Charlotte uma perspectiva mais equilibrada sobre o mercado, facilitando negociações e a gestão de sua carreira pós-hiato.

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Em sua entrevista, Benj Madden trouxe à tona uma lista de influências que, segundo ele, formou a espinha dorsal do pop‑punk que atravessou o mainstream. Ele mencionou Joe Strummer (The Clash), Eric Melvin (NOFX), Noodles (The Offspring) e Tom DeLonge (Blink‑182), destacando que todos eles contribuíram para levar o punk rock a um público mais amplo. A comparação com o Green Day enfatiza a capacidade da banda de escalar de pequenos clubes a estádios, um caminho que Benj acredita que a maioria das novas bandas pop‑punk ainda não trilhou. Ele conclui que o Green Day, à medida que continua a se apresentar em estádios globais, será lembrado de forma análoga aos Rolling Stones, sugerindo uma longevidade e relevância que poucos grupos de sua geração alcançam.

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O movimento de retorno do Good Charlotte reflete uma tendência maior no cenário rock: o ressurgimento do pop‑punk como força comercial desde a década de 1990, quando Kurt Cobain e o grunge começaram a ceder espaço ao alternativo. O gênero continua a produzir álbuns de alto impacto, com vendas que atingem dezenas de milhares de unidades em mercados-chave como Estados Unidos e Brasil. O retorno de Benj Madden, ao mesmo tempo em que reforça sua posição como artista e empresário, demonstra que o pop‑punk continua a evoluir, mantendo-se relevante nas plataformas digitais e nas grandes arenas do mundo musical.

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