Arco, a animação francesa que concorre ao Oscar 2026, finalmente está em cartaz nos cinemas brasileiros. Este filme independente merece destaque não só por sua estreia em circuito, mas também por sua capacidade de capturar a imaginação do público com uma história única e temática. A animação, indicada ao Oscar, surpreendeu ao transformar uma viagem temporal em uma narrativa sobre afeto, responsabilidade e legado, oferecendo uma experiência cinematográfica inesquecível. Com uma história simples, mas rica em complexidade, Arco reforça a ideia de que a animação contemporânea pode ser uma arte vibrante e emocionante, independentemente do orçamento.
Dirigida por um nome desconhecido, a equipe criativa de Arco foi composta por uma seleção de talentos emergentes. O elenco é composto por atores jovens e experientes que se juntam para trazer à vida os personagens principais da história. O roteiro, cuidadosamente escrito, explora temas universais e complexos, como o impacto da humanidade sobre o planeta e a importância do legado. A fotografia do filme é notável, com uma paleta de cores vibrante e detalhes incríveis, que remetem à influência de grandes nomes do gênero.
A direção de Arco é marcada por uma abordagem contemplativa e poética, que evoca o estilo de Hayao Miyazaki. O filme é uma homenagem ao poder da imaginação e da conexão entre as pessoas, que podem ser vistas como um fio que liga o passado e o presente. Sem um vilão tradicional, a narrativa se concentra em explorar as implicações éticas de nossas escolhas e em como elas podem gerar impactos duradouros. A distopia do futuro, ao invés de ser um destino inexorável, aparece como uma possibilidade de reparação e recuperação. Com um ritmo tranquilo e reflexivo, Arco nos leva a questionar como podemos agir hoje para garantir um amanhã mais sustentável.
