O cantor gospel André Luís dos Santos Pereira, que estava com mandado de prisão em aberto, foi preso na madrugada de segunda-feira (11/5) por agentes da Guarda Municipal de Cristalina (GO). Ele havia sido condenado por estelionato e associação criminosa e estava em prisão domiciliar desde outubro de 2023, mas foi flagrado curtindo a lua de mel em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com a esposa. André e comparsas aplicaram uma série de golpes que causaram prejuízo estimado em quase R$ 300 mil a empresas como Prada, Gucci e Burberry.
A prisão de André foi resultado de uma ação conjunta entre a Guarda Municipal de Cristalina e a Agência de Inteligência da GCM, que receberam informações de que um foragido da Justiça estaria circulando pela cidade em um Hyundai HB20 azul. Durante a abordagem, os agentes localizaram dois mandados de prisão em aberto contra André, que foi encaminhado à autoridade de Polícia Judiciária para o cumprimento das ordens judiciais. A prisão domiciliar de André foi concedida pela Justiça do Distrito Federal em outubro de 2023, com regras que incluíam a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial e a comunicação prévia sobre mudança de endereço.
No entanto, André parecia levar uma vida incompatível com as restrições impostas pela Vara de Execuções Penais (VEP). Em setembro de 2024, ele celebrou um casamento luxuoso em um hotel às margens do Lago Paranoá e, no dia seguinte, embarcou para a lua de mel em Dubai e Abu Dhabi com a esposa. As redes sociais da esposa mostraram o casal passeando pelo deserto em camelos, usando trajes típicos árabes e hospedado em hotéis de luxo. Além disso, André teria se mudado para Alphaville, em São Paulo, onde vive com a esposa no condomínio Wave Alphaville.
A fraude praticada por André e comparsas causou prejuízo estimado em quase R$ 300 mil a várias empresas de luxo. A prisão de André demonstra que a Justiça está atuando para garantir o cumprimento das penas e das regras estabelecidas para os condenados. O caso também levanta questões sobre a fiscalização e o controle das atividades de pessoas que estão em prisão domiciliar e como elas podem ser monitoradas para evitar que cometam novas irregularidades.
