A polícia descartou boatos que circulam nas redes sociais de que a mãe e o padrasto das crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidas em Bacabal, no interior do Maranhão, teriam vendido os irmãos por R$ 35 mil. O delegado Ederson Martins, responsável pela investigação, afirmou que o casal não é alvo da investigação e não há indícios de envolvimento em crimes contra as crianças. A informação falsa apontava que um valor de R$ 35 mil teria sido identificado em uma conta bancária ligada à mãe das crianças e que isso estaria sendo apurado pela polícia.
As crianças estão desaparecidas há 23 dias, desde o dia 4 de janeiro, quando sumiram no quilombo São Sebastião dos Pretos. Uma força-tarefa foi montada na região, com a participação de mais de 500 pessoas, entre agentes de segurança, militares, bombeiros de diferentes estados e voluntários. As buscas se concentram tanto em áreas de mata quanto no Rio Mearim, que corta a região onde as crianças foram vistas pela última vez. O primo das crianças, Anderson Kauã, de 8 anos, também havia desaparecido, mas foi encontrado três dias depois, em 7 de janeiro, por um carroceiro.
A investigação segue em andamento e a polícia trabalha para localizar as crianças. O prefeito de Bacabal, Roberto Costa, também usou as redes sociais para desmentir duas fake news sobre o caso, pedindo que as pessoas não compartilhem boatos que só atrapalham nas buscas. A polícia descartou a informação de que Ágatha e Allan teriam sido vendidas e reafirmou que trabalha com todas as possibilidades, sem descartar nenhuma hipótese.
A busca pelas crianças é um caso que ganhou grande repercussão na região e no país, e a polícia trabalha com todas as forças para encontrar as crianças o mais rápido possível e garantir a segurança delas.
